
Vigilância à saúde é a observação contínua da distribuição e tendência da incidência de doenças numa determinada população. O princípio da territorialidade é sua principal característica। O território é o espaço onde vivem grupos sociais, com suas condições de trabalho, subsistência, renda, habitação, acesso à educação, percepção de saúde, cultura, família, sociedade, dentre muitos outros aspectos.
Um indivíduo não existe sozinho e isolado. O homem é o resultado das relações que estabelece. Melhorar a qualidade de vida e promover a saúde de uma pessoa implica agir no espaço em que ela vive.
Os determinantes do processo saúde-doença, os riscos e os danos à saúde são alguns dos aspectos abordados na atuação sanitária. A promoção da saúde, portanto, é uma ação fundamental exercida pelas equipes do PSF. Trabalham num território delimitado e conhecem os indicadores de saúde da população, seus moradores, seus hábitos.
Cada equipe é responsável por até 4.500 famílias e nela os profissionais também atuam com ações de prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e manutenção do bem estar।
Estas novas formas de relações sociais, com locais que atendem melhor às necessidades de saúde dos idosos, das crianças, dos portadores de deficiência, dos trabalhadores e não só a assistência de suas doenças, criam um vínculo entre a população e a equipe que lhes presta atendimento।
Nas reuniões comunitárias são colocados os problemas e estudadas as soluções. A educação e a informação, portanto, fazem parte deste processo, uma vez que a consciência sanitária dos cidadãos aumenta com a participação dos mesmos nas decisões a serem tomadas.
O Programa de Saúde da Família tornou-se a estratégia de reformulação de atenção básica, sendo suas atribuições coerentes com os princípios de vigilância da saúde, desenvolvimento sustentável e cidadania.
Fonte:
Vigilância em Saúde; Saboya, Paulo.
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