sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gestantes e seus direitos




Movimentos sociais que marcaram a década de 1980 como um momento de redemocratização do país, especialmente o movimento feminista, fez com que as mulheres passassem a reivindicar direitos relacionados à saúde reprodutiva. Planejamento familiar, sexualidade e democratização da informação em saúde passaram a ser discutidas no âmbito da Saúde Pública.

O Ministério da Saúde, em parceria com líderes feministas e profissionais de saúde, iniciaram a elaboração de normas e propostas para garantir à mulher seus direitos reprodutivos, resultando na criação do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 500.000 mulheres morrem a cada ano no mundo devido a complicações com gravidez, parto e aborto. Existe uma estreita correspondência entre este tipo de morte e a baixa qualidade de serviços de saúde e de atenção médica durante o parto e o puerpério.

No Brasil, o Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento, instituído pelo Ministério da Saúde através da Portaria GM 569, de 01/06/2000, busca concentrar esforços no sentido de reduzir as altas taxas de mortalidade e morbidade materna e perinatal. Medidas que assegurem a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade do acompanhamento pré-natal, da assistência ao parto e puerpério, é possível baixar estes índices. O programa assegura as gestantes o direito ao acesso e atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério; o acesso à maternidade em que será atendida na hora do parto, assistência ao parto e ao puerpério de forma humanizada e segura. A gravidez saudável é uma condição essencial para o bem estar da mãe e do bebê. A grávida necessita de cuidados técnicos aperfeiçoados e atendimento personalizado. A educação para saúde deve ser exercida pela equipe pré-natal composta por médicos, enfermeira, cirurgião dentista, assistente social e psicólogo através de acompanhamento integrado nos vários níveis de atenção à saúde.

Fonte:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/sus_3edicao_completo.pdf

Imagem: Google

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Comportamento de risco entre mulheres gestantes



Sexo e gravidez

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, entre 2004 e 2007, em seis capitais brasileiras, confirmou que 42% das 3.300 gestantes examinadas eram portadoras de doença sexualmente transmissível (DST). Dentre as doenças, a de maior prevalência foi contaminação por HPV, um vírus que acomete o colo do útero, produzindo lesões em forma de verrugas que podem evoluir para um tipo de câncer, muitas vezes fatal, quando não diagnosticado precocemente.

Outras doenças como gonorréia, sífilis e clamídia, acometeram 13% das gestantes examinadas. Essas doenças, quando não tratadas, podem provocar a morte do feto ou má formação óssea, cegueira e parto prematuro.

Apesar do Programa Nacional de Doenças Sexualmente transmissíveis e AIDS, do governo federal, esse número alarmante confirma que as mulheres estão deixando de fazer os exames pré-natais।Esses exames estão disponíveis na rede pública de saúde e os medicamentos podem ser adquiridos por preços baixos nas Farmácias Populares.

As grávidas podem e devem ser medicadas quando diagnosticadas com doença infecciosa. O grande problema é que 42% das entrevistadas gestantes afirmaram não usar preservativo com seus companheiros fixos. Como não se pode garantir que este companheiro não transmite doenças, relações sexuais sem proteção colocam em risco a saúde da mãe e do bebê.

É importante lembrar que este comportamento está difundido em nossa sociedade, independente da classe econômica e região pesquisada. As mulheres têm obrigação de se prevenir de doenças, especialmente quando estão gerando outra vida.

Fontes:
Ministério da Saúde
Imagem: Google
Jornal "O Globo"