
Sexo e gravidez
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, entre 2004 e 2007, em seis capitais brasileiras, confirmou que 42% das 3.300 gestantes examinadas eram portadoras de doença sexualmente transmissível (DST). Dentre as doenças, a de maior prevalência foi contaminação por HPV, um vírus que acomete o colo do útero, produzindo lesões em forma de verrugas que podem evoluir para um tipo de câncer, muitas vezes fatal, quando não diagnosticado precocemente.
Outras doenças como gonorréia, sífilis e clamídia, acometeram 13% das gestantes examinadas. Essas doenças, quando não tratadas, podem provocar a morte do feto ou má formação óssea, cegueira e parto prematuro.
Apesar do Programa Nacional de Doenças Sexualmente transmissíveis e AIDS, do governo federal, esse número alarmante confirma que as mulheres estão deixando de fazer os exames pré-natais।Esses exames estão disponíveis na rede pública de saúde e os medicamentos podem ser adquiridos por preços baixos nas Farmácias Populares.
As grávidas podem e devem ser medicadas quando diagnosticadas com doença infecciosa. O grande problema é que 42% das entrevistadas gestantes afirmaram não usar preservativo com seus companheiros fixos. Como não se pode garantir que este companheiro não transmite doenças, relações sexuais sem proteção colocam em risco a saúde da mãe e do bebê.
É importante lembrar que este comportamento está difundido em nossa sociedade, independente da classe econômica e região pesquisada. As mulheres têm obrigação de se prevenir de doenças, especialmente quando estão gerando outra vida.
Fontes:
Ministério da Saúde
Imagem: Google
Jornal "O Globo"
